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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Investigação Este animal pode ter o segredo para prolongar a vida humana

Este animal pode ter o segredo para prolongar a vida humana

Cientistas europeus estão a trabalhar para desvendar os genes dos ratos toupeiras. Sem pelos e com dentes compridos, o animal de aparência estranha pode ajudar a prolongar a vida humana.

Os investigadores da Universidade de Oxford estão a trabalhar para desvendar os genes dos ratos-toupeira. O animal de aparência exótica vive diferentes países africanos e utiliza os dentes compridos para conseguir escavar túneis.

Os animais são os únicos mamíferos de sangue frio do planeta e conhecidos pela sua resistência. Conseguem viver no deserto, comer plantas venenosas, sobreviver a um cancro e manter uma vida sexual ativa durante toda a sua longa existência.

Em entrevista ao jornal britânico The Sun, Jontahan Flint, um especialista em genética humana da Universidade de Oxford, explicou que atualmente, em média, o homem pode sobreviver até aos 90 anos. E accredita que estes ratos-toupeira possuem diversos segredos que podem contribuir para prolongar a vida humana.

Fonte: Visão

terça-feira, 24 de abril de 2012

China: Ovelha transgénica com gordura "boa" para o coração

Peng Peng, a ovelha geneticamente modificada

Cientistas chineses anunciaram hoje a criação de uma ovelha geneticamente modificada que tem no corpo gordura polinsaturada que normalmente só se encontra em peixes e verduras.

Para conseguir este animal, os cientistas clonaram uma ovelha mas no processo incluiram um gene retirado de um verme, noticia a Reuters.

O gene do verme da espécie 'Caenorhabditis elegans' foi inserido numa célula da orelha de uma ovelha adulta que depois foi usada para fertilizar um óvulo, colocado no útero de outra ovelha, onde foi gerado.

Daqui nasceu Peng Peng, no dia 26 de março, pesando 5,74 kg, num laboratório da cidade de Urumqi, oeste da China. "Está a crescer bem e está saudável, como uma ovelha normal", garantiu à Reuters Du Yutao, líder da equipa de investigadores do Instituto de Genética de Pequim.

A ideia, dizem os cientistas é criar animais cuja carne, por incluir um tipo de gordura mais saudável, ajude a combater os problemas cardíacos. Resta saber se o processo de manipulação genética não inclui outros efeitos secundários.

Fonte: DN.PT

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Descoberto um parasita da mosca "Apocephalus borealis", que transforma as abelhas em zumbis

Os investigadores detectaram um parasita da mosca que faz as abelhas domésticas abandonarem suas colmeias, as deixa desorientadas e provoca sua morte, segundo um estudo publicado na última edição da revista PLoS ONE.

Este problema foi observado pela primeira vez no campus da Universidade do Estado em San Francisco (oeste dos Estados Unidos).

Segundo os entomologistas, esta parasita pode ajudar no avanço das pesquisas para determinar as causas do desaparecimento maciço das abelhas, um fenômeno conhecido como "desordem de colapso de colônia ou CCD".

Este misterioso fenômeno surgido em 2006 dizimou as populações de abelhas domésticas nos Estados Unidos, que têm um papel essencial para preservar as colheitas que dependem de sua polinização.

Essas produções, em especial as frutas e certos legumes, representam vendas de 15 bilhões de dólares por ano e significam um terço da alimentação humana.

Até o momento, este parasita da mosca, denominado Apocephalus borealis, foi encontrado apenas nas abelhas domésticas da Califórnia e Dakota do Sul, segundo John Hafernick, professor de biologia na Universidade do Estado, um dos autores desta investigação publicada na edição de 3 de janeiro da revista PLoS ONE.

Mas Hafernick adverte sobre o risco de que se trate de um parasita emergente que "poderá ameaçar as colmeias de todos os Estados Unidos devido ao grande número de Estados atravessados pelos apicultores profissionais com suas colmeias para polinizar as colheitas".

A infecção de uma colmeia começa quando uma mosca deposita seus ovos no abdômen de uma abelha.

Uma vez infectada por parasitas, as abelhas abandonam suas colmeias para se reunir perto de fontes de luz.

"Observamos que as abelhas infectadas começam a dar voltas sem nenhum sentido ou orientação", explicou Andrew Core, pesquisador da Universidade do Estado, o principal autor destes estudos.

A maioria das abelhas morre normalmente no lugar onde param e, às vezes, se encolhe antes de morrer", acrescentou.

"As abelhas infectadas com o parasita da mosca Apocephalus borealis não conseguem se manter sobre as patas, as quais não param de esticar e flexionar até cair... agindo como zumbis", disse ainda.

As abelhas que deixam a colmeia durante a noite são mais propensas a portar o parasita da mosca que obtém do pólen durante o dia.

As análises genéticas das comeias infectadas com este parasita mostraram que as abelhas e as moscas também estavam infectadas com um vírus que deforma as asas e com o fungo Nosema ceranae, de origem asiática, que pode causar micose.

Os entomologistas apontaram este vírus e os fungos como possíveis causas da "desordem de colapso da colônia", cujo sintoma principal é o abandono das colmeias.

Os autores querem investigar agora como o parasita da mosca Apocephalus borealis poderia ter um papel neste fenômeno.

Também é necessário determinar exatamente como as larvas desta mosca afetam o comportamento das abelhas, afirmaram os cientistas, assinalando a possibilidade de que o parasita interfira com os genes desses insetos, permitindo manter um ritmo diurno e noturno normal.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Parasita "Toxoplasma gondii", transforma o medo de ratos por gatos em atração sexual


O parasita Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose, é conhecido pela sua forma de agir que parece muito bem pensada, se é que podemos tratar um ser que não tem cérebro assim.

Quando ele parasita ratos, ele torna os roedores ainda mais destemidos, reduzindo o medo que eles sentem por gatos. Quando os animais infectados estão próximos da urina de gato, eles não se afastam, e até se sentem atraídos.

Uma nova pesquisa pretendeu descobrir se os ratos infectados não sentiam repulsa a urina dos felinos pela simples falta de medo ou se eram atraídos por ela por algum motivo. A curiosa resposta é que os roedores são atraídos sexualmente pelo odor da urina felina. Quando eles sentem o cheiro da urina, vias de atração sexual são ativadas no cérebro, estimulando os animais a permanecerem no local próximo a seus predadores.

Ponto para o Toxoplasma gondii, que só consegue se reproduzir sexualmente no interior do intestino dos gatos, apesar de poder infectar muitos outros mamíferos, incluindo os humanos. Como os ratos infectados se tornam iscas mais fáceis para os gatos, eles são devorados e o parasita pode voltar a se reproduzir.


Pesquisadores analisaram cérebros de ratos infectados pelo Toxoplasma e observaram uma atividade incomum. Em ratos expostos a urina do gato, as vias cerebrais responsáveis pelo medo ainda mostraram sinais de atividade. Mas, mesmo com temor, áreas de atração sexual também foram ativadas.

Isso porque, curiosamente, o parasita se instala preferencialmente nas áreas límbicas do cérebro, perto das regiões que controlam o medo e o desejo sexual.

Cerca de 30% das pessoas no mundo estão infectadas com o T. gondii, principalmente através da ingestão de carne mal cozida ou pelo contato com fezes de gato. Em humanos saudáveis, o parasita costuma não causar problemas. As mulheres grávidas, entretanto, são aconselhadas a ficar longe das caixas de gato, porque o T. gondii pode atravessar a placenta e matar um feto em desenvolvimento.

A infecção do Toxoplasma também aumenta os níveis cerebrais do neurotransmissor dopamina. Pesquisadores descobriram que o parasita tem um gene que codifica uma enzima crucial para a produção de dopamina, sugerindo que os níveis desses neurotransmissores alterados são a forma que o T. gondii usa para controlar o cérebro.

A dopamina elevada é um dos fatores da esquizofrenia, o que levanta a hipótese de que o T. gondii desempenha um papel na gênese dessa doença mental. Estudos demonstram que pessoas com esquizofrenia também são mais susceptíveis a serem infectadas pelos parasitas, apesar de ainda não existirem provas de que ele é o causador da doença.

O próximo passo é entender mais profundamente o modo como o T. gondii se comporta no cérebro.

Fonte: hypescience

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Doença aviária está se espalhando pelo Reino Unido, matando muitos pássaros


Uma doença de aves relatada pela primeira vez no Reino Unido em 2006, que parecia estar confinada ao sudeste da Inglaterra, agora está se espalhando mais ao norte e oeste.

O vírus que afeta aves de jardim provoca lesões, muitas vezes em torno dos olhos e bico.

A varíola aviária pode ser transmitida através de alimentadores de pássaros contaminados, insetos que picam as aves e através do contacto direto entre aves.

A forma em circulação agora atinge o champim-real (Parus major). Os cientistas acreditam que o vírus é uma cepa nova e mais grave de uma doença que tem afetado outras espécies de aves por várias décadas, como ferreirinha-comum, pombo-torcaz e pardais. Pode ser a mesma estirpe descoberta na Europa Central.

“Inicialmente, os relatórios eram restritos ao sudeste da Inglaterra, principalmente em Surrey, Sussex e Kent. No último ano, vimos o alcance geográfico da doença se espalhar de forma bastante significativa, tão longe ao oeste quanto Wiltshire e tão ao norte quanto Staffordshire”, explica Becki Lawson.

“O que é diferente sobre este varíola aviária nesta espécie é que as lesões podem ser muito mais graves”, complementa Lawson. “Nos piores casos, as lesões causadas pelo vírus podem impedir os pássaros de se alimentar ou de voar, tornando-os mais vulneráveis aos predadores”.

Os pesquisadores buscam a ajuda do público para controlar a propagação da doença. Se a população colaborar com o monitoramento de casos suspeitos do vírus, os cientistas poderão ter resultados mais concretos para traçar um plano de salvamento das espécies.

Fonte: hypescience