quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

caranguejo Yeti cria a própria comida


Uma espécie de caranguejo de águas profundas cria sua comida no próprio corpo. O animal cria bactérias extremófilas a partir de suas patas.

O caranguejo Yeti, como é chamado, vive perto de depósitos de metano marinhos, na costa da Costa Rica, onde o composto e sulfureto de hidrogênio são formados a partir de rachaduras no piso oceânico. A bactéria se alimenta do metano, e o caranguejo da bactéria.

O caranguejo balança suas patas, movendo a água e alimentando as bactérias com oxigênio e sulfureto de hidrogênio. Ele então colhe a comida usando pinças da região bucal.

A espécie foi identificada por Andrew Thurber, um ecologista marinho da Universidade Estadual de Oregon, em Corvallis. As primeiras amostras do Yeti foram descobertas em 2005, perto da Ilha de Páscoa. Mas ela foi identificada apenas um ano depois, recebendo o nome científico Kiwa puravida, que significa “pura vida”.

A maior parte da alimentação do caranguejo parece vir dessas bactérias, e não, como na maioria dos outros crustáceos marinhos, de plânctons fotossintetizantes. Isótopos de carbono e ácidos graxos dos caranguejos parecem bater com aqueles da bactéria conversora de carbono, mais do que com plâncton. “Nós mostramos que essa espécie não está usando energia do sol como fonte principal”, comenta Thurber. “Está usando energia química do assoalho oceânico”.

Fonte: PopSci

domingo, 23 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

Morcegos possuem “super músculos”, vistos pela primeira vez em mamíferos


Segundo uma nova pesquisa, morcegos são capazes de localizar suas presas usando ecolocalização produzida por um tipo especial de “super músculo”.

Esta é a primeira vez que tais músculos são vistos em mamíferos, apesar de terem sido encontrados em cascavéis, alguns peixes e pássaros.

Estes músculos especialmente adaptados podem se contrair 100 vezes mais rápido do que a maioria dos músculos do corpo humano.

Morcegos usam a ecolocalização para navegar na escuridão total, bem como para capturar insetos voadores no ar.

A fim de identificar os insetos com suficiente precisão e velocidade para pegá-los antes que eles voem, os morcegos precisam fazer um monte de chamadas em rápida sucessão. Conforme o morcego se aproxima de seu alvo, a frequência das chamadas aumenta até cerca de 190 chamadas por segundo, criando o que é conhecido como “chamada terminal”.

Os pesquisadores dinamarqueses investigaram o quão rápido o zumbido terminal poderia ser. Eles descobriram que a frequência máxima do zumbido não foi limitada pelo tempo de retorno do eco, mas sim controlada pelos músculos da garganta do morcego.

Estes músculos se contraíam uma vez para produzir cada chamada, totalizando cerca de 200 contrações, ou uma a cada cinco milissegundos.

Tais contrações rápidas formam os “super músculos”, um tipo de músculo que antes só foi encontrado nos órgãos de som de cascavéis, peixes charrocos, e aves canoras.

Os super músculos vistos nesses morcegos podem contrair 100 vezes mais rápido do que a maioria dos músculos do corpo humano, e 20 vezes mais rápido que o mais rápido dos músculos que temos, os que controlam o movimento dos nossos olhos.

Músculos que podem contrair tão rapidamente precisam de células com adaptações especiais. A energia extra necessária para alimentar as células provém de uma densidade muito maior de mitocôndrias. Comparado com uma célula “normal”, as células super musculares têm 30% mais mitocôndrias.

Os músculos são rápidos, mas não fortes. A descoberta dos super músculos em morcegos de Daubenton é a primeira vez que tal fenômeno foi observado em mamíferos.

Os cientistas acreditam que todos os morcegos que produzem zumbido terminal tenham estes super músculos, mas sua presença em outros mamíferos deve ser limitada. Enquanto outros mamíferos também usam a ecolocalização, eles fazem isso apenas para navegação e localização, por isso não há necessidade de chamadas de alta frequência.

Segundo os pesquisadores, quando os morcegos evoluíram, cerca de 45 milhões de anos atrás, eles foram os primeiros animais a caçar à noite e evoluíram muito rapidamente.

A capacidade de voar veio primeiro, depois a ecolocalização, que lhes permitiu navegar, e depois a ecolocalização numa taxa muito elevada que lhes permitiu localizar e capturar insetos voadores que se movem de forma irregular.

Fonte: BBC

Cheiro de frutas é afrodisíaco para moscas


Os seres humanos procuram afrodisíacos sexualmente excitantes há séculos. Agora, os cientistas descobriram um que realmente funciona, mas, infelizmente, apenas para as moscas-de-fruta. Um novo estudo descobriu que o cheiro de frutas maduras ou pobres estimula o apetite sexual da Drosophila melanogaster, aquela mosquinha que vive em volta das fruteiras.

Este é um dos primeiros casos de um alimento realmente afrodisíaco, com uma via sensorial específica do sistema olfativo desencadeando comportamentos sexuais.

Os pesquisadores descobriram que o ácido fenilacético e fenilacetaldeído, que são encontrados em frutas maduras e em diversos vegetais, é o cheiro específico que ativa as vias sexuais, com um aroma parecido com mel.

O cheiro de frutas não tem efeitos afrodisíacos sobre as fêmeas voadoras, apenas sobre os machos das moscas-das-frutas. Mas, como os machos são encorajados a acasalar perto dos frutos, as fêmeas acabam colocando seus ovos por lá.

Isso sugere que esse é um verdadeiro mecanismo biológico, pois as moscas podem acasalar em um ambiente de alimentação. Por isso, é também um bom lugar para o nascimento das moscas bebês.

Fonte: LiveScience

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Bizarro: O gato "Janus" com duas caras é o mais velho do mundo

O gato com duas caras mais velho do mundo
Frank e Louie é um gato cinzento com duas bocas, dois narizes e três olhos, e apesar do veterinário, no dia em que nasceu, não lhe ter dado mais que meia dúzia de dias, o gato acabou por completar a dúzia... de anos. Agora é o felino com síndrome de Janus mais velho do mundo, pois poucos deles sobrevivem até à idade adulta.

Um gato do Massachusetts, nos Estados Unidos, acaba de entrar para o livro do Guinness por ser o gato mais velho do mundo a sofrer de uma raríssima anomalia genética que causa uma duplicação facial. O síndrome é também conhecido como diprosopia.

Sara Wilcox, porta-voz do "Guinness World Records" (Livro dos Recordes), afirmou que é o "gato Janus que mais sobreviveu", referindo-se à designação que o zoólogo britânico Karl Shuker atribuiu à doença, inspirada no deus romano das transições.

Frank e Louie nasceu no dia 8 de Setembro de 1999. A expectativa de vida de um gato com duas caras não ultrapassa os seis dias. A anomalia acontece nos mamíferos e raramente sobrevivem. Os seres humanos também podem ser afectados.


Fonte: DN.PT