domingo, 21 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
7 animais que parecem fofos, mas são mortais

É um truque muito bom da mãe natureza dar aos predadores corpos de bolinhas de pelo inofensivas. Mas é nosso dever dizer-lhe para não julgar a letalidade de um animal por sua aparência, você pode estar errado (e em perigo).
1 – PAPA-LÉGUAS
Você ouve “papa-léguas”. A primeira coisa que você pensa é num pássaro alto e magro que corre muito rápido, diz “bip bip” e foge de coiotes. E, enquanto a Warner Bros acertou algumas coisas (eles são capazes de voar, mas optam por correr muito rápido), desenhos animados raramente são fontes precisas.
Os verdadeiros papa-léguas são menores (pouco mais de 60 centímetros de comprimento do bico à cauda), e muito mais propensos a participar da matança do que fugir dela.
Papa-léguas são quase exclusivamente carnívoros. E a sua dieta não é composta de bichinhos pequeninos. Que tal cascavéis? O papa-léguas afunda seu bico na cobra (ou qualquer abominação que estiver enfrentando), a levanta para o alto e repetidamente a esmaga no chão até que esteja amassada o suficiente para engoli-la inteira.
Esta técnica, segundo os cientistas, sujeita a presa a uma força externa de distância do centro de rotação – neste caso, o centro de rotação sendo o rosto do papa-léguas. A ave mostra quem é que manda. Ela também come outros pássaros. Nem sequer voa atrás deles – pelo contrário, só pula no ar e arrebata os animais conforme eles passam.
2 – ARIRANHAS
Lontras são alguns dos animais mais bonitinhos, de aparência mais inocente do planeta. Estatisticamente falando, 102% do que elas fazem é adorável. Ariranhas são iguais, só que maiores.
Com quase 2 metros, a “lontra gigante” é fisicamente o maior membro da sua família. E tem um apelido adorável: lobos do rio.
Ariranhas vivem na América do Sul, onde se alimentam principalmente de peixes como percas, bagres e… piranhas. Elas caçam em bandos (“matilhas”, daí o apelido), encurralando peixes em águas rasas. Para alimentar os filhotes, elas batem nos peixes até quase matá-los, mas os deixam vivos para que os bebês comam alimentos frescos (que atenciosas).
Mas não importa o quão mutiladora e espancadora de peixes a ariranha seja, ainda é apenas um mamífero fofo e peludo. Temos mesmo é que ter cuidado com outros predadores que assombram o rio Amazonas, como o membro local da árvore genealógica do jacaré, o caimão. Certo?
Só que ao contrário. Quando um par de ariranhas observam um caimão à toa na praia, podem começar a dar “patadas” na cauda do réptil, aparentemente apenas para se divertir (não que tenhamos prova disso). Talvez o jacaré perceba a enrascada e fuja, mas mais provavelmente ele irá atacar.
Claro que, espertas, as ariranhas se esquivam, só para encher o saco da cauda do animal novamente. E de novo. E mais uma vez. Até que o jacaré fique demasiado cansado para lutar contra elas. Então, os animaisizinhos fofos comem com calma o jacaré vivo. Começando com a porcaria da cauda.
Outra iguaria no menu das ariranhas é a anaconda (você pode se lembrar dela como a maior serpente maldita na Terra e seu maior pesadelo depois de um certo filme).
Um pequeno grupo de ariranhas nada e agarra a cobra, e, em seguida, começa a mordê-la e arranhá-la. Elas podem até esmagar a anaconda contra troncos de árvores e, se estiverem se sentindo particularmente malvadas, empregar uma técnica descrita por um biólogo como “cabo-de-guerra com uma mangueira de incêndio com vida” (aplique a anaconda no lugar da mangueira). Nada mau para um animal que parece um bicho de pelúcia que guincha.
3 – DONINHA
Sei o que você está pensando. Doninhas? Elas provavelmente caçam ratos, como praticamente todos os carnívoros de pequeno porte. O bicho é apenas um cachorro quente com pernas peludas. Um assasino feroz? Até parece.
Bem, a doninha de cauda longa não é apenas um dos assassinos em série mais terríveis da natureza, mas um dos seus muitos métodos de matança parece uma dança de rua.
Normalmente, a doninha gosta de matar envolvendo seu corpo em torno de sua presa, e, em seguida, esmagando o crânio da presa, mordendo-o. Se a vítima tenta escapar, a doninha corre atrás. Se a vítima ainda assim tentar fugir, a doninha esmaga sua traquéia em vez do crânio, porque variedade é o tempero da vida.
Agora, se a minúscula predadora resolver atacar inimigos maiores, como, por exemplo, lebres, que são rotineiramente três a seis vezes maiores do que ela, entra uma série complexa de movimentos realizados pela doninha para encantar o coelho com o poder da dança.
Aqui está um guia passo-a-passo para fazer os mesmos movimentos em casa: corra para a direita muito rápido; corra para a esquerda muito rápido; direita; direita; esquerda; esquerda; salte; pule; role; role; mate.
Doninhas são geneticamente programadas para cometer assassinato em massa. Elas matam sempre que podem e armazenam o alimento para mais tarde (só que raramente visitam sua coleção de cadáveres, porque preferem alimentos “frescos”). Também lambem o sangue das feridas que provocam, e como a cereja no topo do bolo de um serial killer, elas fazem seus ninhos com a pele de suas vítimas.
4 – BABUÍNO VERDE-OLIVA
O babuíno verde-oliva é um macaco. E o que macacos comem? Você pensou “bananas”, não é? Bobinho.
Os babuínos verde-oliva, como todos os macacos, são onívoros oportunistas. Isso significa que eles comem qualquer coisa que acharem que parece deliciosa. Isso geralmente é grama e outras plantas.
Babuínos são conhecidos por pastar pacificamente ao lado de gazelas. Mas, de vez em quando, como qualquer homem obrigado a subsistir com salada por muito tempo, eles decidem que “já deu o que tinha que dar” e que querem um pouco de carne.
E é aí que a sua coexistência pacífica com o resto do mundo termina. Sabe as gazelas amiguinhas dos babuínos? Falsos. A qualquer momento, um babuíno pode decidir que quer algumas gazelas para si, como jantar. Assim, ele caminha até elas se fingindo desinteressado e fazendo o que quer que seja o equivalente de assobiar para um babuíno e, então, de repente cai para cima de qualquer animal que corra mais devagar (o que geralmente é uma gazela bebê). Maldosos.
Uma vez que pegou o animal, o bate e o morde, segurando-o como uma melancia, e desfrutando de suas entranhas maravilhosas.
Ocasionalmente, babuínos verde-oliva acordam e descobrem que sua casa foi invadida por um bando de flamingos (um “bando” significando “até quatro milhões”). Assim como com as gazelas, os babuínos ficam felizes em sentar e comer frutas com seus brothers flamingos.
Então, completamente ao acaso, eles atacam a cabeça dos infinitos flamingos, esquecendo-se do fato de que estão em menor número (4 milhões contra um). Pulando, correndo, gritando com o máximo dos pulmões, os babuínos esmagam, espacam, mutilam, destroem o bando de flamingos comendo as presas com pena e tudo. Malucos sem noção…
5 – FOCA-LEOPARDO
Focas? Agora forçou a barra. Elas são as criaturas mais bonitinhas, dóceis e adoravelmente indefesas do mundo animal. Oun!
Elas só comem peixe, certo? Bom, esse é um pressuposto que vai direito para a privada quando a foca-leopardo abre a boca e você descobre que ela parece um dinossauro.
Claro, todos os pinípedes, incluindo focas, são carnívoros. Mas, enquanto todas as outras focas comem peixes e outros animais de sangue frio, focas-leopardo são um dos predadores de topo da Antártida.
Como tal, elas têm um gosto por animais de sangue quente. Sim, podem até comer um peixe ocasionalmente, mas preferem lanchar suas companheiras.
Ainda mais perturbador é o seu gosto para aves. Elas comem patos felizes ou alguma outra ave marinha, mas seu prato favorito são pinguins.
Como predadores, se escondem em águas raras ou no gelo para agarrá-los de surpresa. Depois de pegar sua presa, a foca bate no pinguim, arrastando-o por toda a superfície da água para tirar sua pele antes de comê-lo. Ou, se estiver se sentindo particularmente misericordiosa, morde-lhe a cabeça primeiro. Há imagens disso que você não acreditaria. Fique só com essa que é melhor.
6 – BÚFALO AFRICANO
O búfalo africano é um herbívoro de grande porte que percorre os campos africanos. Sua característica mais marcante são seus chifres curvados. Ele passa a maior parte de seu dia deitado por aí, comendo grama e bebendo água. Você sabe, coisas normais de vaca. Que as vacas fazem. Porque são vacas.
Eles também assassinam qualquer coisa que sequer pensa em mexer com eles.
O búfalo africano tem muitos apelidos, como “Peste Negra” e “Fazedor de Viúvas”. De fato, é o membro mais perigoso dos “Grande Cinco” da África.
Quem são os outros quatro? Leão, leopardo, rinoceronte e elefante. Isto significa que o búfalo africano é oficialmente mais mortal do que os dois gatos gigantes, predadores mais famosos que existem; um monstro com chifres notoriamente mal-humorado e o maior mamífero terrestre sobre a Terra.
Mesmo os leões só ousam atacar búfalos velhos ou doentes (claro, claro, se estiverem longe do rebanho).
O búfalo-africano pesa até 910 quilos, e seu capacete de chifre, apesar da aparência estúpida, é uma combinação útil de aríete/impalador.
O búfalo também é, aparentemente, capaz de reconhecer o conceito de vingança e, definitivamente, o único animal existente que adora se vingar.
Eles buscam vingança contra seus principais inimigos, os leões, especialmente aqueles que matam um filhote. Se um leão cometer esse erro, os búfalos vão pra cima com uma multidão que pode conter até mil animais extremamente irritados.
Na verdade, como algum leão seguramente ja matou um búfalo africano em algum momento, eles fazem questão de atacar ativamente qualquer leão, como um ataque preventivo, ou (mais provavelmente), apenas para mostrar quem é que manda aqui.
E, se algum filhote estiver em perigo, cada membro do bando vem para ajudar. Veja:
Se você não assistiu o vídeo, vamos recapitular: um jovem búfalo é atacado por leões. Então, por um crocodilo. Então, os leões e o crocodilo brincam de cabo-de-guerra com ele. Até que todo um rebanho de búfalos aparece e mostra aos predadores o que é um espancamento, enviando os leões pelo ar, estilo desenho animado. E o búfalozinho, o qual duas espécies de predadores estavam fazendo seu melhor para matar? Sobrevive.
Tentativas de domesticar esses animais já foram feitas. Falharam, óbvio. Assim, como próximo passo (equivocado), nós caçamos os búfalos.
Como resultado direto, mais caçadores são eliminados por búfalos a cada ano do que por qualquer outro animal africano. Isso porque o búfalo é um grande adepto do ataque como a melhor defesa, e em esquemas de vingança como o melhor ataque.
Se você atirar em um, mas não matar, ele receberá um impulso de adrenalina que o deixará alheio à dor. Depois disso, ele fará da sua missão de vida lhe matar. Mesmo se você conseguir escapar do ataque inicial, o animal ferido irá lhe perseguir, lhe circular, esperando por uma chance de atacar.
Tentar atacá-lo novamente? Sinta-se livre, mas o material duro em sua testa é efetivamente à prova de balas. E a maior parte por trás dele está vindo em sua direção muito rápido, como um filho do Predador com o Hulk.
Para quem não sabe porque os alienígenas ainda não atacaram a Terra, eis a resposta: porque eles sabem que eventualmente teriam de lidar com os búfalos-africanos.
Fonte: hypescience
7 - O Gatinho Inocente
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Grandes predadores: Leões “fogem” das cenas de seus crimes
Talvez o mundo animal não seja tão “justo” quanto parece, leões, aparentemente, fogem das cenas de seus crimes, retirando-se depois de matar uma presa com sucesso, enquanto outras presas potenciais ainda estão em estado de alerta.
Uma pesquisa sobre o comportamento dos leões, que os acompanhou por satélite, lança luz sobre por que e quando grandes predadores passam de um terreno de caça para o outro, uma decisão crucial de sobrevivência ou de fome.
Essas descobertas poderiam levar a melhores planos de áreas protegidas para leões africanos, cujos números diminuíram pela metade em 30 anos.
Os cientistas tinham duas ideias a respeito de porque grandes mamíferos carnívoros deixam um terreno de caça. Na hipótese “caçada sem sucesso”, predadores caçam tudo o que podem e então seguem em frente. Na alternativa “perturbação do caminho”, os caçadores deixam um lugar depois de uma caça bem sucedida, para dar tempo das presa restantes “baixarem a guarda”, permitindo que os predadores voltem e as peguem.
Para ver quais estratégias os leões adotavam, os pesquisadores acompanharam os movimentos de oito leões africanos com colares de sistema de posicionamento global (GPS). Eles combinaram o paradeiro destes grandes felinos com 164 leões rastreados entre 2005 e 2007.
Os pesquisadores descobriram que, após 87% das caçadas em que eles mataram com sucesso, os leões viajaram pelo menos quatro quilômetros ou mais, sugerindo que eles estavam “fugindo” das cenas de seus crimes.
“Nós mostramos a necessidade destes animais de caçar em várias áreas diferentes. Isto tem implicações sobre a configuração e o tamanho da “casa” do leão, e precisa ser levado em conta no projeto de conservação da espécie”, disse a pesquisadora Marion Valeix.
Segundo ela, a implicação mais importante das conclusões do estudo é que elas formam um forte argumento para a necessidade crucial de considerar o comportamento dos grandes carnívoros e herbívoros em um quadro dinâmico, leões ajustam continuamente o comportamento de suas presas, que continuamente ajustam-se ao paradeiro de seus predadores.
No futuro, os cientistas pretendem estudar o comportamento do predador e da presa ao mesmo tempo.
Fonte: hypescience
Fonte: hypescience
sábado, 13 de agosto de 2011
Alarme Animal... Gansos de Guarda!
No nordeste brasileiro a última tecnologia em alarmes são… gansos! Isso mesmo, em uma penitenciária no Ceará o diretor da cadeia Wellington Picanço cuida de um casal de aves e as deixa vigiando os presos. Ao verem movimentos estranhos, os gansos fariam uma barulheira e os presos desistiriam de fugir ou de iniciar uma briga entre gangues.
A prisão, actualmente, tem 100 homens a mais do que foi construída para suportar.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Tarântula pode ter batimento duplo no coração
Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, encontraram evidências de que o coração das aranhas da espécie tarântula batem de forma dobrada – caso confirmado, será o primeiro caso desse tipo observado em todo mundo animal.
Para chegar a essa teoria, os pesquisadores submeteram uma tarântula a uma ressonância magnética - e registraram tudo em vídeo. “No vídeo você pode ver que o sangue flui pelo coração e parece que pode haver um batimento duplo, um tipo de contração muscular que nunca antes foi considerado”, disse Gavin Merrifield, um dos cientistas por trás do estudo, por meio de um comunicado à imprensa.
O vídeo da ressonância feita na tarântula:
Como conseguir fazer um exame deste tipo em um animal pequeno como a aranha? Os pesquisadores usaram um aparelho de ressonância magnética especialmente feito para camundongos, em Glasgow, Escócia, no Centro Experimental de Ressonância Magnética.
Merrifield explica que esse estudo pode ajudar a entender a história evolutiva: “Se pudermos fazer uma conexão entre os exames de ressonância magnética com o comportamento da aranha, e fazer os mesmo testes em outros animais vertebrados e cruzar os resultados, poderemos ver como a inteligência evoluiu”.
Fonte: Revista Galileu
Fonte: Revista Galileu
As iraras pensam no futuro
Além do ser humano, apenas macacos e algumas espécies de pássaros tem consciência da existência do futuro. Só que, agora, mais um animal pode entrar para essa lista. Biólogos da Costa Rica concluíram que a Irara, mamífero que lembra muito a fuinha, tem a noção de que existe um tempo que há por vir.
Essa constatação veio do fato que os biólogos observaram iraras, que são encontradas principalmente na América Central e do Sul e no Brasil são também chamadas de papa-mel, pegarem frutas que ainda não estavam maduras, as esconderem e voltarem para comê-las após os alimentos já estarem completamente formados.
Muito provavelmente você já viu algum cão escondendo um osso para mais tarde, e os esquilos armazenam nozes para o inverno. Nesses casos, os animais têm a possibilidade de comer o alimento na hora em que quiserem. Já as iraras colhem a fruta quando ela ainda não pode ser consumida, sabendo que se esperar um tempo, poderá saboreá-la. Os biólogos puderam observar nas florestas locais que as iraras eram os únicos animais que se interessavam pelas frutas não prontas, os outros só iam atrás do já estava pronto para comer.
Esse processo todo são apenas indícios, observações. É um longo processo para que a comunidade científica aceite a teoria. O conceito de que os animais podem pensar no futuro ainda é muito controverso. Sobre o caso específico das iraras de Costa Rica, o biólogo Mathias Osvath da Universidade Lund, na Suécia, ainda não está convencido. “Um dos sinais de pensamento no futuro é se planejar para uma necessidade que você não tem no momento. Não sabemos se as iraras estavam com fome no momento que colheram as frutas”, disse.
Abaixo, um vídeo de um irara no alto de uma árvore na Costa Rica:
Fonte: Revista Galileu
Tubarão raro que brilha no escuro pode se tornar “invisível”
O primeiro estudo detalhado do raro tubarão lanterna esplêndido (splendid lantern shark, Etmopterus splendidus) revela que ele não só brilha no escuro, mas seus efeitos de luz criam um “manto da invisibilidade” que o protege de predadores.
A pesquisa é também a primeira a documentar a presença do tubarão de forma cilíndrica em águas ao redor das ilhas Okinawa, no Japão. Anteriormente, foi confirmado que o tubarão existia apenas no Mar da China Oriental, ao largo de Taiwan, e nas águas ao sul do Japão.
Seu espetáculo de luz natural, produzido por órgãos emissores de luz chamados fotóforos, serve para várias funções. A capa da invisibilidade talvez seja a mais benéfica dessas funções, pois ajuda a proteger o tubarão pequeno.
“Os fotóforos substituem a luz do sol, que é absorvida pelo corpo do tubarão”, explica a cientista Julien Claes. “A silhueta do tubarão, portanto, desaparece quando vista de baixo”.
A pesquisadora e seus colegas coletaram e mantiveram três exemplares do tubarão lanterna em cativeiro.

As análises revelaram que cada um tinha nove zonas luminosas distintas. Algumas dessas zonas, como uma na barriga, contribuíam para o efeito “manto da invisibilidade”. Outras, ainda mais brilhantes, estavam presentes nos órgãos sexuais, nos flancos, na cauda e nas nadadeiras peitorais do tubarão.
Os pesquisadores suspeitam que essas zonas são provavelmente usadas durante adestramento e comunicação sexual. “Os tubarões usam fertilização interna, por isso a presença de fotóforos nos órgãos sexuais pode facilitar o acasalamento”, disse Claes. “Além disso, também pode ser um caminho para os tubarões sinalizarem que estão prontos para acasalar, ou que são candidatos melhores para a reprodução”.
Os cientistas acreditam que principalmente os nervos e hormônios controlam a luz, com pigmentos também se movendo em células como parte do processo.
Essa luminescência provavelmente evoluiu quando os tubarões lanterna colonizaram o fundo do mar durante o fim do Cretáceo, 65 a 75 milhões de anos atrás. O tubarão lanterna esplêndido, hoje, vive de 200 a 1.000 metros abaixo da superfície, áreas com níveis de luz extremamente baixos.
Anteriormente, a mesma equipe estudou outro membro desta família de tubarões, o lixinha da fundura (velvet belly lantern shark, Etmopterus spinax). Tanto este como o tubarão lanterna esplêndido têm zonas luminosas e outras características semelhantes.
É, portanto, provável que sua capacidade de brilhar evoluiu muito antes do seu clado (grupo de organismos originados de um único ancestral comum) dividir, pelo menos 31,55 milhões de anos atrás. É até possível que muitos outros animais marinhos pré-históricos pudessem brilhar no escuro.
“Infelizmente, o fenômeno da bioluminescência nos tecidos moles não deixa, ou deixa muito poucas, pistas fósseis”, disse Claes. “Por isso, é muito difícil estabelecer se animais pré-históricos eram luminosos, mas é provavelmente o caso, pelo menos no fundo do mar”.
Pelo menos 33 espécies existem nesta família de tubarão, entretanto, ainda há muito a ser descoberto sobre esses moradores das profundezas do oceano.
domingo, 7 de agosto de 2011
7 Factos incríveis sobre cobras

As serpentes não têm orelhas, mas a maioria tem uma visão melhor que a do Super Homem. Elas não têm narizes, mas podem sentir cheiros com muita habilidade. As presas das serpentes venenosas, que evoluíram a partir dos dentes, estão entre os mais avançados sistemas de armas biológicas do mundo natural: não há uma estrutura comparativamente tão avançada, tão sofisticada, como a presa e a glândula venenosa de uma cobra cascavel. E se essas histórias interessantes nem estão nessa lista, imagine as que estão!
Cientistas descobriram em fevereiro de 2009 que muitas mães cascavéis comem alguns de seus filhotes não sobreviventes; é o chamado “canibalismo pós-parto”. As mães do estudo comeram até 11% de seus ovos e filhotes mortos. Por quê? Assim ela pode recuperar boa parte da energia perdida na reprodução sem ter que caçar para se alimentar, uma atividade perigosa que requer tempo e muito trabalho. Pelo menos eles já estavam mortos.
2 – UMA SERPENTE PODE COMER OUTRA SERPENTE AINDA MAIOR DO QUE ELA
Para resolver um mistério de longa data sobre como uma “King Snake” (gênero Lampropeltis) consegue comer outra cobra ainda maior do que ela, pesquisadores gravaram e assistiram a coisa toda acontecer. A King desliza suas mandíbulas sobre a presa como uma esteira, depois comprime sua própria coluna vertebral como uma sanfona para fazer a cobra descer pelo seu interior. Só então, quando tudo está dito e feito, a King vomita um pouco de volta. E quem é que vai culpá-la?
3 – COBRAS PODEM “VOAR” MAIS DE 15 METROS
Se as cobras do género Chrysopelea o gênero das “cobras voadoras”, quiserem passar de uma árvore para a outra sem descer, elas voam. Bem, na verdade elas planam. Para decolar, elas caem ou ativamente saltam de um galho para chegar mais alto e planar mais longe. Em seguida, elas achatam o corpo e fazem ondas em formato de S para terem estabilidade no “voo”.
4 – PÍTONS COMEM PRESAS INTEIRAS, COM OSSOS E TUDO
Cobras como as sucuris podem passar meses sem uma refeição. Porém, quando elas comem, não desperdiçam nada. Essas serpentes desenvolveram um sistema para extrair o cálcio do esqueleto de suas presas, contribuindo para uma refeição mais nutritiva. Elas são, portanto, fisicamente adaptadas para lidar com jejuns prolongados, realimentando-se com grandes refeições e intensa digestão e absorção de nutrientes.
5 – AS COBRAS MIRAM OS SEUS OLHOS
As “cobras cuspidoras” (Najas) na verdade não cospem. Em vez disso, contrações musculares espremem a glândula de veneno da cobra, forçando o veneno a sair das presas da serpente alcançando até quase 2 metros de distância. Se elas acertarem os olhos da presa, a neurotoxina pode cegá-la. E, em 2005, os cientistas descobriram que elas realmente apontam para os olhos. E tem mais: o veneno não é lançado num fluxo, mas num borrifo com um padrão geométrico que é bastante adequado para atingir os olhos, o que os cientistas descobriram em janeiro de 2009.
6 – A MENOR SERPENTE DO MUNDO PODERIA SE ENROLAR EM UMA MOEDA
A menor serpente conhecida, descoberta em 2008 em Barbados, é pouco menor do que 10 centímetros de comprimento e tão fina quanto um espaguete. A Leptotyphlops carlae provavelmente manterá tal título para sempre. Serpentes devem ser prevenidas pela seleção natural de se tornarem tão pequenas porque, abaixo de um certo tamanho, pode não haver nada para seus filhotes comerem.
7 – SERPENTES PASSAM MESES SEM SE ALIMENTAR. E CRESCEM!
Imagine se você pudesse pudesse parar de comer por meses, queimar gordura, ficar mais alto, e ainda ficar bem! Pesquisadores retiveram a comida de 62 cobras, cascavéis, jibóias e pítons, por cerca de seis meses, o período típico que serpentes ficam sem comer na natureza. Elas reduziram suas taxas de metabolismo para sobreviver, algumas em mais de 72%. Surpreendentemente, elas também levaram mais tempo para queimar suas reservas de gordura.
Fonte: hypescience
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Doença aviária está se espalhando pelo Reino Unido, matando muitos pássaros
Uma doença de aves relatada pela primeira vez no Reino Unido em 2006, que parecia estar confinada ao sudeste da Inglaterra, agora está se espalhando mais ao norte e oeste.
O vírus que afeta aves de jardim provoca lesões, muitas vezes em torno dos olhos e bico.
A varíola aviária pode ser transmitida através de alimentadores de pássaros contaminados, insetos que picam as aves e através do contacto direto entre aves.
A forma em circulação agora atinge o champim-real (Parus major). Os cientistas acreditam que o vírus é uma cepa nova e mais grave de uma doença que tem afetado outras espécies de aves por várias décadas, como ferreirinha-comum, pombo-torcaz e pardais. Pode ser a mesma estirpe descoberta na Europa Central.
“Inicialmente, os relatórios eram restritos ao sudeste da Inglaterra, principalmente em Surrey, Sussex e Kent. No último ano, vimos o alcance geográfico da doença se espalhar de forma bastante significativa, tão longe ao oeste quanto Wiltshire e tão ao norte quanto Staffordshire”, explica Becki Lawson.
“O que é diferente sobre este varíola aviária nesta espécie é que as lesões podem ser muito mais graves”, complementa Lawson. “Nos piores casos, as lesões causadas pelo vírus podem impedir os pássaros de se alimentar ou de voar, tornando-os mais vulneráveis aos predadores”.
Os pesquisadores buscam a ajuda do público para controlar a propagação da doença. Se a população colaborar com o monitoramento de casos suspeitos do vírus, os cientistas poderão ter resultados mais concretos para traçar um plano de salvamento das espécies.
Fonte: hypescience
Fonte: hypescience
Os 5 animais, não primatas mais inteligentes do planeta
Ninguém pode negar que os seres humanos realmente são muito inteligentes. Mas, à medida que aprendemos mais sobre o resto do mundo animal, se torna claro que outros do nosso grupo também são bastante inteligentes. Chimpanzés, bonobos e demais primatas têm cérebros avançados e estão sempre nos surpreendendo com ações que comprovam isso.
Mas, deixando de lado os primatas, essa lista olha um pouco mais longe, nos oceanos, nas fazendas, para animais extraordinariamente espertos que não levam a mesma fama que a gente. Confira:
5 – Porco
Não subestime os porquinhos nos chiqueiros: eles provavelmente são os animais domesticados mais inteligentes do planeta. Apesar de sua inteligência poder ser comparada com a de um cão ou gato, as habilidades de resolução de problemas dos porcos até superam as dos felinos e caninos.
Um estudo mostrou que porcos podem entender o funcionamento de um espelho, pois eles usaram o reflexo para encontrar alimentos escondidos. Os pesquisadores ainda não sabem dizer se os porcos percebem que os olhos refletidos nos espelhos são deles mesmos, o que poderia os classificar no nível de inteligência dos macacos, golfinhos e outras espécies que passaram pelo famoso teste de autor reconhecimento no espelho, um marcador de autoconsciência e inteligência avançada.
Também, em um experimento de 1990, porcos foram treinados para mover um cursor em uma tela de vídeo com os seus focinhos, e a distinguir as imagens que conheciam das que estavam vendo pela primeira vez. Eles aprenderam a tarefa mais rápido do que chipanzés.
4 – Polvo
Enquanto os porcos são os mais inteligentes entre as espécies domesticadas, os polvos são os mais espertos entre os invertebrados. Experimentos em labirintos e de resolução de problemas mostraram que os polvos têm memória de curto e longo prazo. Além disso, eles podem abrir frascos, apertar pequenas estruturas e pegar um lanche dentro de um recipiente. Eles também podem ser treinados para distinguir diferentes formas.
Numa espécie de atividade, parecida com um jogo (uma das características de espécies com inteligência superior) polvos foram observados lançando garrafas ou brinquedos repetidamente em uma corrente circular em seus aquários, para depois apanhar os objetos.
O polvo é o único invertebrado que pode usar ferramentas. Pelo menos quatro espécimes foram observados recuperando cascas descartadas de coco, as manipulando e depois usando-as como abrigo.
3 – Corvos
Em muitos ramos da mitologia, o corvo é um trapaceiro astuto. Já no mundo real, os corvos estão provando ser uma espécie bastante inteligente. Esses animais foram observados envolvidos em façanhas como o uso de ferramentas, a habilidade de esconder e armazenar alimentos de estação para estação, e memória episódica – como a capacidade de usar a experiência pessoal para prever condições futuras.
Uma das espécies, o corvo-da-nova-caledónia, foi visto usando uma ferramenta de folha dura parecida com uma faca para fazer com que nozes caíssem em ruas movimentadas, para que os carros as esmagassem. É ou não é uma ideia engenhosa?
Uma pesquisa recente sugere que os corvos têm a capacidade de reconhecer humanos pelas características faciais, e que eles podem se lembrar de rostos por anos. Portanto, tenha cuidado com o que você vai fazer quando cruzar com um corvo, hein?
2 – Golfinhos
Golfinhos estão entre os animais mais inteligentes do reino animal, em parte porque eles têm uma vida muito sociável. Existem evidências de que eles tenham uma sofisticada linguagem própria, embora os seres humanos ainda não tenham conseguido desvendá-la.
Os golfinhos usam ferramentas em seu ambiente natural e podem aprender um impressionante conjunto de comandos com treinadores. Testes recentes mostram que os golfinhos têm autorreconhecimento um feito reservado para os animais de grande inteligência.
Em 2005, cientistas observaram grupos de golfinhos no oceano Pacífico usando uma ferramenta. Eles arrancavam pedaços de esponja do mar e as envolviam em torno do seu “nariz de garrafa” para evitar escoriações.
1 - Elefantes
Não é por menos que os elefantes estão no topo da lista dos mais inteligentes animais não primatas. Eles vivem em sociedades com uma complexa hierarquia social e mostram altruísmo para com outros animais. As fêmeas grávidas até aprendem a comer um certo tipo de folha que induz o parto.
Eles também podem usar ferramentas, se adaptando rapidamente a novas situações, elefantes foram observados jogando grandes pedras em cercas elétricas para cortar a eletricidade.
Mas o que realmente diferencia os elefantes são seus complexos rituais de morte, tirando esses animais, apenas os seres humanos e os Neandertais são conhecidos por homenagear os mortos. Muitas vezes, os elefantes delicadamente investigam os ossos do recém-falecido enquanto permanecem em silêncio. Às vezes, elefantes completamente alheios ao falecido vão visitar seu túmulo.
Fonte: hypescience
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Zoológicos simulam caçadas para satisfazer instintos predatórios de animais
Na vida selvagem, os leões e tigres são predadores que parecem adorar a experiência de perseguir e matar suas presas. Nos zoológicos, entretanto, a violência entre animais é normalmente proibida e nem há selvas ou savanas para encenar uma boa caça, de qualquer modo.
Isso é um dilema para os animais carnívoros que não podem se “divertir”. Agora, alguns tratadores de zoológico estão se esforçando para satisfazer as necessidades naturais deles, mesmo dentro das jaulas limitadas.
Carnes frias e prontas não são muito excitantes, mas seria impossível colocar antílopes vivos que não teriam lugar para correr e fugir de se tornar alimento aos predadores. Por isso, alguns zoológicos encontraram um meio termo, combinando uma nutrição cuidadosamente planejada com experiências de caça simulada.
Para manter a nutrição dos tigres em pé de igualdade com os encontrados em estado selvagem, o Zoológico Nacional de Smithsonian, nos EUA, alimenta os felinos com carcaças resistentes, uma vez por semana. É uma forma estimulante e saborosa de enriquecer os carnívoros.
Os grandes gatos comprovam isso, não deixando nem um pouco da carcaça ir para o lixo. Além de tudo, esse tipo de carne fornece nutrientes diferentes, como proteínas e gorduras, que são grande fonte de energia.
Leões não ficam de fora: eles também recebem carcaça, de coelhos e vacas, uma vez por semana. No resto dos dias, recebem uma dieta produzida industrialmente feita de carne, que complementa a nutrição e os mantêm saudáveis.
A variação de temperatura também muda o cardápio dos predadores. Nos EUA, em dias de intenso calor, tigres recebem picolés de sangue congelado (parece nojento, mas os tigres realmente se divertem e se refrescam com isso).
Embora uma dieta bem equilibrada com ossos, órgãos, carne e sangue possa satisfazer as necessidades nutricionais de leões e tigres, não é tão fácil manter sua saúde psicológica e seus instintos assassinos. Isso exige trabalho extra dos tratadores.
Em alguns zoológicos, por exemplo, alguns criadores dos animais não liberam a carcaça facilmente aos animais, tornando a hora do lanche mais animada. Outros zoológicos simulam caçadas, com bolas que os predadores perseguem, caçam e atacam como se fossem presas. Alguns até criam animais de papelão e de outros materiais que entusiasmam os animais.
Mas será que os leões perdem a realidade ao fazer essas brincadeiras? Em 2009, um veado acidentalmente pulou para a ala dos leões no Zoológico Nacional de Smithsonian. A princípio, os leões se assustaram, mas rapidamente se interessaram, perseguindo e golpeando o veado. O animal conseguiu fugir, mas os ferimentos foram tão graves que ele não sobreviveu.
Embora alguns defensores dos direitos dos animais se sintam felizes com a forma benigna de alimentação dos predadores nos zoológicos, outros podem sentir pena dos tigres e leões que não tem o direito de viver em estado selvagem.
De qualquer forma, os funcionários dos zoológicos salientam que a caça é perigosa para o predador, não só para as presas. Uma lesão em um predador, muitas vezes uma espécie ameaçada de extinção é um risco que os funcionários dos zoológicos não estão dispostos a tomar.
Fonte: hypescience
Conheça a planta que conversa com morcegos
Assim como algumas flores usam cores vivas para atrair insetos polinizadores, outras plantas podem usar o som para atrair morcegos.
Uma videira tem, situada acima de um conjunto de flores, uma folha em forma de prato que aparece para ajudar os morcegos a encontrar a planta (e seu saboroso néctar).
Agora, uma nova pesquisa que o prato reflete o som que os mamíferos voadores emitem.
Há outras evidências de que as plantas usam o sistema sonar dos morcegos para atraí-los, mas essa é a primeira vez que cientistas conseguem demonstrar que uma planta tem um mecanismo que reflete o som dos ecos dos morcegos. Os pesquisadores dizem que este sinal pode cortar pela metade o tempo de procura do morcego por comida.
A videira, Marcgravia Evenia, cresce em árvores nas florestas tropicais do sudeste de Cuba. Suas flores são suspensas em um anel, acima de estruturas que seguram um copo de néctar adocicado que pretende atrair morcegos polinizadores, cujo pescoço e ombros são pulverizados com o pólen ao beberem o néctar. Os morcegos, em seguida, transportam o pólen entre as vinhas, fertilizando outras flores e ajudando a videira a se reproduzir.
Como uma antena parabólica, a folha refletora é côncava, e fica na posição vertical acima do anel de flores. Os morcegos voam procurando por comida, emitindo sons de alta frequência e ouvindo os ecos que retornam.
Como os morcegos, os pesquisadores lançaram um som nas folhas em forma de prato, e analisaram os ecos que voltaram. Eles descobriram que um eco forte e constante pode ser detectado dentro de uma faixa de cerca de 100 graus em torno das folhas em forma de prato. Enquanto isso, o eco de folhas regulares não foi constante, tornando-as menos detectáveis. Além do mais, o eco produzido pelas folhas em forma de prato era distintivo, com dois picos de sinal.
A videira tem muito a ganhar com a atração de morcegos, já que eles são polinizadores muito eficientes e ela é uma espécie rara, com um padrão de distribuição irregular. Os animais podem levar o pólen inclusive a plantas que crescem muito distantes umas das outras.
Fonte: hypescience
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