quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Descoberto um parasita da mosca "Apocephalus borealis", que transforma as abelhas em zumbis
Os investigadores detectaram um parasita da mosca que faz as abelhas domésticas abandonarem suas colmeias, as deixa desorientadas e provoca sua morte, segundo um estudo publicado na última edição da revista PLoS ONE.
Este problema foi observado pela primeira vez no campus da Universidade do Estado em San Francisco (oeste dos Estados Unidos).
Segundo os entomologistas, esta parasita pode ajudar no avanço das pesquisas para determinar as causas do desaparecimento maciço das abelhas, um fenômeno conhecido como "desordem de colapso de colônia ou CCD".
Este misterioso fenômeno surgido em 2006 dizimou as populações de abelhas domésticas nos Estados Unidos, que têm um papel essencial para preservar as colheitas que dependem de sua polinização.
Essas produções, em especial as frutas e certos legumes, representam vendas de 15 bilhões de dólares por ano e significam um terço da alimentação humana.
Até o momento, este parasita da mosca, denominado Apocephalus borealis, foi encontrado apenas nas abelhas domésticas da Califórnia e Dakota do Sul, segundo John Hafernick, professor de biologia na Universidade do Estado, um dos autores desta investigação publicada na edição de 3 de janeiro da revista PLoS ONE.
Mas Hafernick adverte sobre o risco de que se trate de um parasita emergente que "poderá ameaçar as colmeias de todos os Estados Unidos devido ao grande número de Estados atravessados pelos apicultores profissionais com suas colmeias para polinizar as colheitas".
A infecção de uma colmeia começa quando uma mosca deposita seus ovos no abdômen de uma abelha.
Uma vez infectada por parasitas, as abelhas abandonam suas colmeias para se reunir perto de fontes de luz.
"Observamos que as abelhas infectadas começam a dar voltas sem nenhum sentido ou orientação", explicou Andrew Core, pesquisador da Universidade do Estado, o principal autor destes estudos.
A maioria das abelhas morre normalmente no lugar onde param e, às vezes, se encolhe antes de morrer", acrescentou.
"As abelhas infectadas com o parasita da mosca Apocephalus borealis não conseguem se manter sobre as patas, as quais não param de esticar e flexionar até cair... agindo como zumbis", disse ainda.
As abelhas que deixam a colmeia durante a noite são mais propensas a portar o parasita da mosca que obtém do pólen durante o dia.
As análises genéticas das comeias infectadas com este parasita mostraram que as abelhas e as moscas também estavam infectadas com um vírus que deforma as asas e com o fungo Nosema ceranae, de origem asiática, que pode causar micose.
Os entomologistas apontaram este vírus e os fungos como possíveis causas da "desordem de colapso da colônia", cujo sintoma principal é o abandono das colmeias.
Os autores querem investigar agora como o parasita da mosca Apocephalus borealis poderia ter um papel neste fenômeno.
Também é necessário determinar exatamente como as larvas desta mosca afetam o comportamento das abelhas, afirmaram os cientistas, assinalando a possibilidade de que o parasita interfira com os genes desses insetos, permitindo manter um ritmo diurno e noturno normal.
sábado, 10 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
caranguejo Yeti cria a própria comida
O caranguejo Yeti, como é chamado, vive perto de depósitos de metano marinhos, na costa da Costa Rica, onde o composto e sulfureto de hidrogênio são formados a partir de rachaduras no piso oceânico. A bactéria se alimenta do metano, e o caranguejo da bactéria.
O caranguejo balança suas patas, movendo a água e alimentando as bactérias com oxigênio e sulfureto de hidrogênio. Ele então colhe a comida usando pinças da região bucal.
A espécie foi identificada por Andrew Thurber, um ecologista marinho da Universidade Estadual de Oregon, em Corvallis. As primeiras amostras do Yeti foram descobertas em 2005, perto da Ilha de Páscoa. Mas ela foi identificada apenas um ano depois, recebendo o nome científico Kiwa puravida, que significa “pura vida”.
A maior parte da alimentação do caranguejo parece vir dessas bactérias, e não, como na maioria dos outros crustáceos marinhos, de plânctons fotossintetizantes. Isótopos de carbono e ácidos graxos dos caranguejos parecem bater com aqueles da bactéria conversora de carbono, mais do que com plâncton. “Nós mostramos que essa espécie não está usando energia do sol como fonte principal”, comenta Thurber. “Está usando energia química do assoalho oceânico”.
Fonte: PopSci

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Desfiles de bichos fantasiados 'esquentam' Halloween pelo mundo
Animais de estimação foram exibidos em Nova York e em Manila.
'Dia das Bruxas' é celebrado em 31 de outubro.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Morcegos possuem “super músculos”, vistos pela primeira vez em mamíferos
Segundo uma nova pesquisa, morcegos são capazes de localizar suas presas usando ecolocalização produzida por um tipo especial de “super músculo”.
Esta é a primeira vez que tais músculos são vistos em mamíferos, apesar de terem sido encontrados em cascavéis, alguns peixes e pássaros.
Estes músculos especialmente adaptados podem se contrair 100 vezes mais rápido do que a maioria dos músculos do corpo humano.
Morcegos usam a ecolocalização para navegar na escuridão total, bem como para capturar insetos voadores no ar.
A fim de identificar os insetos com suficiente precisão e velocidade para pegá-los antes que eles voem, os morcegos precisam fazer um monte de chamadas em rápida sucessão. Conforme o morcego se aproxima de seu alvo, a frequência das chamadas aumenta até cerca de 190 chamadas por segundo, criando o que é conhecido como “chamada terminal”.
Os pesquisadores dinamarqueses investigaram o quão rápido o zumbido terminal poderia ser. Eles descobriram que a frequência máxima do zumbido não foi limitada pelo tempo de retorno do eco, mas sim controlada pelos músculos da garganta do morcego.
Estes músculos se contraíam uma vez para produzir cada chamada, totalizando cerca de 200 contrações, ou uma a cada cinco milissegundos.
Tais contrações rápidas formam os “super músculos”, um tipo de músculo que antes só foi encontrado nos órgãos de som de cascavéis, peixes charrocos, e aves canoras.
Os super músculos vistos nesses morcegos podem contrair 100 vezes mais rápido do que a maioria dos músculos do corpo humano, e 20 vezes mais rápido que o mais rápido dos músculos que temos, os que controlam o movimento dos nossos olhos.
Músculos que podem contrair tão rapidamente precisam de células com adaptações especiais. A energia extra necessária para alimentar as células provém de uma densidade muito maior de mitocôndrias. Comparado com uma célula “normal”, as células super musculares têm 30% mais mitocôndrias.
Os músculos são rápidos, mas não fortes. A descoberta dos super músculos em morcegos de Daubenton é a primeira vez que tal fenômeno foi observado em mamíferos.
Os cientistas acreditam que todos os morcegos que produzem zumbido terminal tenham estes super músculos, mas sua presença em outros mamíferos deve ser limitada. Enquanto outros mamíferos também usam a ecolocalização, eles fazem isso apenas para navegação e localização, por isso não há necessidade de chamadas de alta frequência.
Segundo os pesquisadores, quando os morcegos evoluíram, cerca de 45 milhões de anos atrás, eles foram os primeiros animais a caçar à noite e evoluíram muito rapidamente.
A capacidade de voar veio primeiro, depois a ecolocalização, que lhes permitiu navegar, e depois a ecolocalização numa taxa muito elevada que lhes permitiu localizar e capturar insetos voadores que se movem de forma irregular.
Fonte: BBC
Fonte: BBC
Cheiro de frutas é afrodisíaco para moscas
Os seres humanos procuram afrodisíacos sexualmente excitantes há séculos. Agora, os cientistas descobriram um que realmente funciona, mas, infelizmente, apenas para as moscas-de-fruta. Um novo estudo descobriu que o cheiro de frutas maduras ou pobres estimula o apetite sexual da Drosophila melanogaster, aquela mosquinha que vive em volta das fruteiras.
Este é um dos primeiros casos de um alimento realmente afrodisíaco, com uma via sensorial específica do sistema olfativo desencadeando comportamentos sexuais.
Os pesquisadores descobriram que o ácido fenilacético e fenilacetaldeído, que são encontrados em frutas maduras e em diversos vegetais, é o cheiro específico que ativa as vias sexuais, com um aroma parecido com mel.
O cheiro de frutas não tem efeitos afrodisíacos sobre as fêmeas voadoras, apenas sobre os machos das moscas-das-frutas. Mas, como os machos são encorajados a acasalar perto dos frutos, as fêmeas acabam colocando seus ovos por lá.
Isso sugere que esse é um verdadeiro mecanismo biológico, pois as moscas podem acasalar em um ambiente de alimentação. Por isso, é também um bom lugar para o nascimento das moscas bebês.
Fonte: LiveScience
Fonte: LiveScience
terça-feira, 4 de outubro de 2011
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